Energia Sexual no Tantra: como canalizar desejo sem ansiedade e sem pressa

Muita gente sente desejo, mas sente junto com ele uma ansiedade difícil de explicar. É como se o corpo quisesse, mas a mente apressasse. Como se o prazer precisasse “acontecer logo”, antes de sumir. Esse tipo de urgência é comum, e não significa falta de conexão. Muitas vezes é só o reflexo de um corpo sobrecarregado e de uma mente treinada para resultados.

No tantra, a energia sexual não é vista apenas como algo que “explode”. Ela é vista como uma força vital. Uma energia criativa que pode ser cultivada, sustentada e direcionada. E isso é libertador, porque tira o sexo do lugar de descarga e coloca no lugar de experiência. Quando você aprende a canalizar essa energia, o desejo deixa de virar pressa. Ele vira presença.

Canalizar não é reprimir. É o oposto. É permitir que a excitação exista, mas sem ser engolido por ela. É sentir a energia subir e, ao mesmo tempo, manter respiração e consciência. É perceber o corpo como um todo, não apenas como um ponto de tensão. Muita gente descobre que, quando desacelera e respira, a energia se espalha. Ela sai do modo “urgência” e entra no modo “expansão”.

Essa visão também muda o jeito de se relacionar. Em vez de tentar provar algo, você começa a construir um clima. Em vez de ir direto ao estímulo mais intenso, você aprende a criar camadas. Toque, pausa, olhar, respiração, presença. E nessas camadas, a energia sexual vira uma ponte para intimidade, não um atalho para o fim.

O tantra também ensina algo essencial: o corpo precisa de segurança para abrir. E segurança não é só física. É emocional. É saber que você pode ir devagar. Que você pode parar. Que você pode comunicar. Que você não precisa correr para ser aceito. Quando essa segurança existe, o prazer muda de qualidade. Fica mais profundo. Fica mais sensorial. Fica mais inteiro.

No Massagem Tântrica JP, essa abordagem é uma forma de acolher o desejo com maturidade e consciência. Não se trata de acelerar o corpo. Se trata de ampliar a percepção. De aprender a sustentar prazer com presença. De transformar excitação em conexão. E de descobrir que existe um tipo de prazer que não nasce da pressa, mas da entrega.

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